Temporada chega sem soluções para PR 412, no litoral

A falta de pista dupla nos acessos principais dos balneários é a principal reclamação de quem passa pela região.

Quem nunca enfrentou fila no acesso às praias do Paraná? Moradores e turistas que frequentam os balneários de Pontal do Paraná, principalmente na alta temporada, passam boa parte do tempo de deslocamento parados em congestionamentos na PR-412 e na PR-407.

A falta de pista dupla nos acessos principais dos balneários é a principal reclamação de quem passa pela região. Wolnei Moroz, morador de Pontal do Paraná e proprietário de um restaurante que fica próximo ao trevo de Praia de Leste, conta que os moradores criaram estratégias para conseguirem transitar na cidade.

Além de uma ligação aos balneários de Pontal, a PR 412 é uma das principais formas de acesso à Ilha do Mel. Turistas, comerciantes, moradores também sentem os reflexos da falta de acessibilidade na região.

João Lino é dono de pousada na Ilha do Mel há mais de 20 anos, e frequentador há 40. Segundo ele nada mudou nos últimos anos.

Nos últimos anos diversos projetos foram apresentados à população como alternativas para melhorar a mobilidade na região. Um deles previa a construção de um binário. A licitação foi aberta em setembro de 2018. O edital previa a readequação e restauração de 900 metros da PR-412 e melhorias em um trecho de 1,2 quilômetro da Rua Iguaçu, entre a PR-407 e a Rua Romário Martins.

Outra demanda antiga da região é a duplicação de quase oito quilômetros da PR 412 entre Shangri-lá e Pontal do Sul. A obra chegou a ser licitada em julho de 2018, mas até hoje não saiu do papel. A obra foi orçada em R$ 16,2 milhões.

Para a atual gestão estadual a melhor alternativa para melhorar o trânsito na região seria o projeto chamado de Faixa de Infraestrutura, que prevê a construção de uma nova estrada entre a PR 407 e os balneários, que seria paralela a PR 412. Segundo Sandro Alex, secretário de Infraestrutura e Logística, não há possibilidade de duplicação da atual rodovia, pois está saturada.

Enquanto as obras não chegam, quem depende do turismo para sobreviver tenta encontrar alternativas para desenvolver as atividades. Segundo Ercio Luiz Weschenfelder, presidente da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Pontal do Paraná (ACIAPAR), há uma grande expectativa dos moradores e comerciantes da região para a execução de obras que possam auxiliar na mobilidade.

A Faixa de Infraestrutura é uma obra que prevê aproximadamente 23 km de estrada entre a PR-407 e Pontal do Sul. No projeto, o traçado passa por uma região de Mata Atlântica. O plano começou a ser discutido na administração do ex-governador Beto Richa. O custo estimado para a construção seria de R$ 270 milhões.

Em fevereiro deste ano o Ministério Público do Paraná (MP-PR) apresentou as alegações finais à Justiça Federal e reforçou o pedido para suspender a licitação da obra.

De acordo com o documento, publicado no dia 22 de fevereiro, os procuradores também pediram a suspensão do processo de licenciamento ambiental. Além disso, sugeria que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Fundação Nacional do Índio (Funai) também fossem consultados sobre a construção da rodovia.

Ambientalistas também são contrários à construção de uma nova rodovia e apresentaram projetos alternativos para melhorar a mobilidade em Pontal do Paraná.

A discussão sobre a Faixa de Infraestrutura está parada no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que deve analisar a possibilidade da execução da obra.

Fonte: CBN

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