Jair Renan, filho de Bolsonaro, é réu por lavagem de dinheiro e falsificação

 

O filho do ex-presidente e mais cinco pessoas são acusadas de fraude em empréstimos bancários e esquema para ocultar os recursos obtidos ilegalmente

 

A 5ª Vara Criminal de Brasília tornou réu Jair Renan, filho de Bolsonaro, pelos crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso. Ele e mais cinco pessoas são acusadas de fraude em empréstimos bancários e esquema para ocultar os recursos obtidos ilegalmente.

“Analisando os autos e a peça inaugural, vislumbro os requisitos necessários para dar início à persecução penal em juízo. A denúncia está em conformidade com o disposto no artigo 41 do Código de Processo Penal, e não se verificam presentes as hipóteses de rejeição, previstas no artigo 395 do mesmo diploma legal”, diz o despacho.

São réus ainda: Eduardo Alves dos Santos, Maciel de Carvalho Rodrigues Medeiros, Cleudivânia Medeiros Santos de Carvalho, Marcos Aurélio Rodrigues dos Santos e Rafael Jorge Vilela Dias.

De acordo com a denúncia feita à Justiça do DF pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), o filho do ex-presidente falsificou documentos atestando que a empresa RB Eventos e Mídia havia faturado R$ 4,6 milhões em um ano de atividade.

Foram três empréstimos concedidos. O primeiro em 2022 (R$ 157 mil) e os demais em 2023 (R$ 251 mil e R$ 291 mil).

 

Ele teria dado um calote no banco. Sendo assim, houve a cobrança judicial e, em fevereiro passado, a Justiça determinou que o filho de Bolsonaro pagasse ao banco a dívida, que estava em R$ 360 mil.

Por essas fraudes, o Ministério Público considerou que ele cometeu o crime de falsidade ideológica.

Em fevereiro, a Polícia Civil do DF apresentou o relatório final da investigação, na qual indiciou Jair e seu instrutor de tiro, Maciel Alves, também denunciado. Os dois respondem pelos mesmos crimes.

Em agosto do ano passado, por conta dessa investigação, Renan chegou a ser alvo de uma operação de busca e apreensão.

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