Bolsonaro derrete após atos golpistas do dia 7, avaliam parlamentares

 

Lideranças no Congresso repercutem números do Datafolha, que mostra crescimento na avaliação negativa do presidente após atos do 7 de Setembro

Uma nova pesquisa do instituto DataFolha revela que a avaliação positiva do presidente da República segue em curva descendente, com apenas 22% de aprovação entre os eleitores.

Os números do levantamento divulgados nesta quinta-feira (16), apontam que a reprovação a Jair Bolsonaro continua em ritmo de crescimento e chegou a 53%, o pior índice do mandato.

A oscilação foi de dois pontos percentuais em relação ao recorde verificado no levantamento anterior realizado em julho (51%). O presidente é avaliado como bom ou ótimo por 22%, abaixo dos 24% do levantamento anterior. O índice dos que o consideram regular (24%) é o mesmo de julho.

“Somos MAIORIA! Datafolha: reprovação ao governo Bolsonaro cresce e atinge 53%, pior índice do mandato. Aprovação ao Genocida encolheu e chegou a 22%. Aos poucos, a base de apoiadores está encolhendo”, comemorou a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), vice-líder da minoria, em uma rede social.

A pesquisa do instituto Datafolha foi realizada entre os dias 13 e 15 de setembro, refletindo a tendência do eleitorado depois das manifestações antidemocráticas do presidente na última semana.

Para o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), além de ser “um manancial de más notícias para Bolsonaro”, os números do levantamento trazem “dois recados claros”. “A insanidade, que foi de ataques a STF/TSE, passou pelo ridículo dos tanques até chegar à micareta golpista de 7 de setembro, teve efeito reverso”, avaliou.

“Tanto barulho por nada: a “demonstração de força” encheu a paciência do povo brasileiro, que já manjou o diversionismo e não aguenta mais. Quem precisa trabalhar para ganhar a vida não tem tempo para quarteladas e faniquitos de quem está comendo picanha de 1800 reais o quilo. Mas, principalmente, a pesquisa mostra que o maior problema de Bolsonaro é a vida real. Com a inflação roçando dois dígitos, desemprego e fome, não há ilusionismo que resolva. Tanto que a rejeição subiu até nas regiões Norte e Centro-Oeste, locais em que mostrava resiliência”, observou.

O parlamentar destacou ainda que o aumento da reprovação ao presidente teve forte crescimento entre os evangélicos, setor mais cortejado pelo chefe do Executivo.

“A rejeição ao anticristo chegou a 41%, bem maior que os 29% que ainda o apoiam. Pudera, é uma parcela que se entrelaça com setores mais empobrecidos da população, castigados pela ruína econômica do país”, disse. E fez uma ironia: “O Malafaia não paga a feira”.

Segundo a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), a queda de popularidade que Bolsonaro amarga “só confirma que o povo não engole mais as mentiras que o presidente conta para justificar o desemprego, a fome e os preços nas alturas”. “Essa conta não fecha! Já temos uma solução para todos esses problemas: Impeachment já!”, escreveu no Twitter.

A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) também usou a rede social para comentar os resultados do Datafolha: “Recorde de rejeição. Bolsonaro se desmanchando”.

Queda livre

O deputado Zeca Dirceu (PT-PR) diz que a avaliação do governo Bolsonaro está como tudo que ele faz na vida: “indo de mal a pior”. “Bolsonaro já entrou faz tempo para a lata de lixo da história e de lá, não saíra!”, disse.

O líder da oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ), a situação de Bolsonaro na pesquisa é a resposta dos brasileiros ao discurso golpista de Bolsonaro. “Os brasileiros não aguentam mais a inflação, o desemprego e os ataques à democracia. Sua hora está chegando, Bolsonaro.”

A vice-líder do PSOL, Fernanda Melchionna (RS), a maioria dos brasileiros não aguenta mais o governo criminoso de Bolsonaro. “A maioria quer o impeachment do genocida. É hora dessa maioria ocupar as ruas para derrotar o golpista. Dia 2 de outubro é dia de luta! Nos vemos lá!”, lembrou no Twitter.

“Bolsonaro tem rejeição recorde de 53%, segundo Datafolha. Isso depois de ter feito toda aquela novela no Sete de Setembro. O povo tem fome de feijão, não de fuzil. O povo quer emprego. O povo quer ver um projeto de país. Bolsonaro só representa o caos”, avaliou o senador Humberto Costa (PT-PE).

 

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